Sobre Alexandre Horta e Silva
A fotografia acompanha Alexandre Horta e Silva desde a infância, quando foi introduzido a esse universo por seu pai Francisco José Horta e Silva e, mais tarde, por seu tio-avô João Sioborg Jr., que o guiou não apenas na técnica, mas também na apreciação da arte, da literatura e da filosofia. Desde então, seu olhar é moldado por um conjunto de referências culturais que transcendem o campo da imagem.
Médico e psicanalista, Alexandre desenvolveu um modo singular de observar o mundo: o detalhe, o instante e o não-dito tornam-se protagonistas. Sua fotografia não pretende ilustrar ou descrever, mas transfigurar.
Seus trabalhos capturam o que poderia passar despercebido, mas que, sob seu olhar, ganha potência estética e sensorial. O que ele oferece ao espectador é um instante de DESLUMBRAMENTO — uma surpresa visual que suspende o tempo e abre novas possibilidades de percepção.
Do ponto de vista técnico, sua abordagem é marcada por dois princípios fundamentais: a valorização da luz natural e o uso mínimo de edição digital. Essa escolha confere autenticidade e intensidade às imagens, que se tornam mais táteis, mais próximas e mais reais — sem jamais abrir mão da poesia.
Desde sua primeira mostra individual no Palazzo Pfanner, em Lucca (2018), suas obras já foram expostas em Brasil, Itália, França, Portugal, Alemanha, Espanha, Luxemburgo, Holanda, Bélgica, Áustria, Mônaco e Estados Unidos. Participou de eventos relevantes como o Paris Art Shopping (Carrousel du Louvre), a Paralela da Bienal de Veneza e a Artexpo de Nova Iorque.
Nos últimos anos, Alexandre tem explorado com ainda mais proximidade o corpo humano, investigando superfícies, formas e presenças que revelam nuances sensíveis e provocam, simultaneamente, estranhamento e fascínio. Trata-se de uma continuidade coerente com sua linguagem fotográfica e um aprofundamento em sua proposta artística.
Hoje, suas fotografias fazem parte de coleções privadas e espaços institucionais. Em todas elas, permanece fiel à sua essência: transformar o ordinário em extraordinário, provocar surpresa e convidar o observador a ver — e sentir — de forma diferente.
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PENSAMENTOS
do Alexandre
Escolas de fotografia podem fazer você virar pó, areia de praia ou carne de vaca.
Persista em seus erros até que a morte os separe.
Não há, para fotografar, jeito certo ou errado. Quem acredita que há atenta contra a própria criatividade — ou jamais a teve.
Se alguém quiser lhe ensinar a fotografar, cuidado: você pode estar diante de um serial killer.
Fotografar sem uma câmera bonita é brochante.
Diante do desejo de ver, não há necessidade de treinar o olhar.
Fotografar não exige esforço: é olhar e premir.
Olhos colados ao visor dão a sensação de perscrutar por uma fechadura: ver sem ser visto.
Atualizo as antigas fechaduras com o visor da minha câmera.
Para que desenhar, se se pode fotografar?
Fotografar com o telefone celular é heresia — mas podemos pecar à vontade.
Somos vítimas de quem nos olha.
O que seria de mim sem o voyeurismo?
Detesto críticas, sobretudo quando se discute o belo.
Cada um tem a fotografia que merece. Atenção ao comprar uma.
Até gostaria de ser uma celebridade, mesmo correndo o risco de assassinar o talento que talvez exista em mim.
Excelentes fotógrafos morreram nas garras de maus críticos. Não nominarei mortos nem assassinos.
“To be or not to be”: maravilhar é a questão.
Toda fotografia é uma armadilha que lançamos a cada disparo.
Aciono cada vez menos o propulsor: refinamento artístico ou cansaço digital?
Se não há tu, vai tu mesmo.
Antes mal acompanhado do que só.
Não se deixe intimidar. Use o equipamento que estiver à disposição.
Viver não é preciso; fotografar é preciso.