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O fotógrafo brasileiro Alexandre Horta e Silva nasceu em 1958, no antigo e tradicional bairro do Cambuci, em São Paulo. Médico e psicanalista, desde menino foi um observador das coisas do mundo, da vida e dos homens, e seu primeiro contato com a fotografia foi por meio de seu pai, que possuía uma câmera Yashica C e utilizava filmes de doze fotos, em formato quadrado de 6 cm x 6 cm. Alexandre, algumas vezes, brincava com essa máquina.

 

Apesar da brincadeira, algumas lembranças de informações mais técnicas foram sendo absorvidas com o passar do tempo. Por exemplo, no filme havia indicações de tempo de exposição e abertura, levando em consideração as condições do clima, tais como: céu sem nuvem e sol, céu nublado com poucas nuvens, céu muito nublado e assim seguia. Interessante pensar nestes fatos de décadas atrás, quando hoje se acompanha Alexandre numa sessão de fotos a céu aberto, e se observa o fotógrafo olhando para o céu e quase conversando com as nuvens, o sol, ou a chuva. É como se não houvesse tempo e luz ruim. Trata-se sempre de como melhor aproveitar o que se tem.

 

Marcante em sua formação, Alexandre teve um mentor em sua infância e que se estendeu ao longo dos anos... O tio-avô João Sioborg Jr. Tio João o ensinou a fotografar, desenhar e pintar, além de incentivá-lo ao estudo da literatura, filosofia e arte. Mais tarde Alexandre estudou – e ainda estuda e toca - violão clássico e popular. Alexandre herdou a biblioteca de tio João, composta de raros e preciosos livros sobre fotografia, aprendeu com ele as regras sobre técnicas, composição, revelação, enquadramento, tempo, enfim, muito sobre o mundo da fotografia. Mas Alexandre tinha, e continua tendo em seu espírito, a disposição de experimentar, e aprendeu que para isso é preciso conhecer as regras, o que já foi feito, o estabelecido, para então tentar desmontá-las.

 

Sua primeira câmera fotográfica, uma Olympus Trip 35, adquirida na adolescência em uma loja da Rua Direita, no centro de São Paulo, serviu para o conhecimento dos fundamentos técnicos da fotografia e permitiu os primeiros exercícios com a linguagem fotográfica. Seu encontro com a fotografia abriu um vasto horizonte para onde dirigir seu olhar. 

 

Entre os primeiros contatos usando e experimentando a máquina de seu pai e depois com sua máquina e os ensinamentos do tio João, há um elemento essencial para todo fotógrafo, quase sinônimo de fotografia: a luz, e neste caso a experiência contava muito se você não tivesse um fotômetro. O pai não tinha, mas o tio João tinha e o ensinou como usá-lo.

 

Estes foram os anos de formação, a fotografia sempre o acompanhou, mas a partir de então ocuparam não mais o mesmo lugar em sua vida. Tornaram-se um hobby. Um hobby cada vez mais especial a partir dos anos 2000.

 

Em 2005 um feliz encontro e parceria com Marcos Kim, um olhar especial para o fotográfico e um conhecimento técnico atualizado no novo, exatamente no momento em que as máquinas digitais ganham o espaço que era das máquinas analógicas, impulsiona e renova a carreira de Alexandre. A grande parceria segue até 2014.

 

Foi então a intensidade poética de suas fotos, bem como a qualidade de finalização obtida com a impressão em fine art (tela Hahnemuhle Canvas Daguerre 400gm2) e em grandes dimensões, que estava então experimentando - e resolveu usar em sua primeira mostra individual realizada em Lucca, Itália, no Palazzo Pfanner, em setembro de 2018, surpreendeu amigos, familiares e profissionais do meio, estimulando-o a levar o que era tido, até então, como hobby, de uma outra forma, e Alexandre decide então, dali em diante expor seus trabalhos. Depois da mostra em Lucca, sem nunca negar a possibilidade de se utilizar a impressão fine art, Alexandre só produziu e apresentou trabalhos em dimensões menores e impressas. A fotografia em seu meio origina mais conhecido, o papel, estava de volta.

 

Esta primeira mostra individual, um recorte de 10 anos de seu trabalho, num total de quinze obras, foi um marco para Alexandre, que se surpreendeu com a repercussão alcançada e desde então passou a participar de mostras, feiras e exposições.

 

Aqui vale destacar duas das características, quase permanentes, de Alexandre em sua técnica fotográfica são o uso da luz natural, e um mínimo de recursos de edição digital, permitindo que as particularidades das coisas do mundo o encontrem e, através de suas fotografias, nos levem num primeiro momento de sua trajetória a um instante que chamamos de Deslumbramento.

Em abril de 2019, participa da Artexpo e da mostra na One Art Gallery, ambas em Nova Iorque. Entre junho e agosto do mesmo ano, participa, em Portugal, das mostras “Prelúdio de Verão”, realizada na Anjos Art Gallery, na cidade do Porto, e da mostra “Prelúdio”, na Galeria Rosa Pereira, na cidade de Portimão, no Algarve. Em outubro de 2019, participa da mostra de reinauguração da Anjos Art Gallery, no Porto, Portugal, integrando o grupo de artistas representados por essa galeria, e do “Salon International d’Art Contemporain”, realizada no Art Shopping Carrousel du Louvre, Paris, França - onde uma de suas fotografias foi considerada um destaque pela organização da mostra. Alexandre termina 2019 com as fotografias para o material gráfico de divulgação do show “7 Caminos”, do violonista Emiliano Castro.

 

Em fevereiro de 2020 participa da 37ª mostra “Paralela – design, arte e ambiente”, na OCA do Ibirapuera, em São Paulo, Brasil. Logo em seguida é considerado destaque e artista homenageado na 7ª Edição do “Junifest” da Casa Brasil em Liechtenstein.

 

Nos anos da terrível pandemia, Alexandre participa de mostras virtuais, mas seu trabalho como fotógrafo sofre um impacto profundo ao passar a fotografar o corpo humano de muito perto. Não que não o tivesse feito antes, mas agora o faz num processo de continuidade a algumas das características de suas técnicas/linguagens, como, por exemplo, a não utilização de recursos digitais e o uso de luz natural. O contato com modelos, nenhum deles profissional, e o estranhamento provocado entre seres humanos intermediados por uma máquina e um olhar (do fotógrafo/câmera) abriram muitas possibilidades, estranhamentos e desafios para Alexandre. 

 

Maio de 2022 é um mês especial para Alexandre. Ele participa da coletiva “É tempo de Travessia II” que inaugura a galeria Art for Life, em São Paulo, e em julho tem cinco de suas obras expostas na “Paralela da Bienal de Veneza”.

 

No mesmo mês, realiza, no Grand Mercure Hotel, em São Paulo, a mostra “Nuances” - sua maior exposição individual, onde apresenta um total de 40 fotografias, dentre as quais 34 são obras selecionadas do trabalho realizado entre agosto de 2019 e abril de 2022. Neste seu trabalho mais recente, Alexandre aproxima ainda mais seu olhar do objeto fotografado (em geral corpos nus tatuados), numa nova gradação que acentua diferenças sutis entre coisas próximas, produzindo imagens que, desde suas primeiras fotografias, nos conduziram do Estranhamento ao Deslumbramento e, daí, à Transfiguração do Mundo.

 

Mas 2022 ainda reservava um momento de rara felicidade e beleza para Alexandre. Na mostra “Arte e Cavallo”, realizada em setembro em Milão, Itália, diante de um tema fechado, árido, direcionado, para dizer o mínimo, a fotografia enviada é sem dúvida uma das mais criativas já realizadas por Alexandre e intitulada “Janela da Alma”.

 

2023 se abre com a inauguração  do Espaço Fotográfico AHS photo, onde Alexandre apresenta 24 trabalhos, entre os quais 21 inéditos.

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